O REGRESSO DO QUE NUNCA PARTIU

 

Há dias em que o sol nasce e os dias são iguais a tantos outros… e no fundo do túnel existe a esperança da luz poder brilhar…

Há dias em que acordamos e temos dúvidas… e outros em que as certezas nos invadem…

No final do Campeonato Nacional de Ralis de 2007 no Rali do Algarve e após um oceano de emoções em que não conseguimos afastar as lágrimas teimosas que nos invadiram, assumimos a certeza interior que o desporto automóvel na nossa vida tinha contornos de passado e nunca mais seria uma realidade presente, na forma de participante.

E no dia seguinte, quando acordamos, tínhamos essa certeza…

…A certeza de ter vivido uma paixão de 32 anos, que de repente, como acometida de uma doença súbita, tinha desaparecido e nunca mais voltaríamos a viver…

…Era a sensação de perca de um ente querido a quem disséramos adeus por uma última vez.

Era uma sensação estranha, como se nos faltasse algo, como respirar, ou comer…era uma asfixia lenta e premeditada a que nos iríamos submeter, de própria vontade, mas que era inevitável e imprescindível.

E os dias foram passando, e como de uma cura para uma doença viciante, fomos granjeando desculpas para o nosso afastamento e para que a nossa decisão fosse definitiva…

…o tempo tudo apaga…e tudo tem o seu tempo…e o nosso já expirara…

E devagar, muito lentamente a doença foi sendo erradicada… e quando passados quase três anos respirávamos de alívio, como se tivéssemos atingido objectivos supremos que com orgulho o afirmávamos, um piscar de olho, um aceno e um trejeito provou-nos quanto estávamos errados e quanto os automóveis e o desporto automóvel são importantes para o nosso equilíbrio e para o nosso bem-estar…

As emoções? O stress? A adrenalina?

Claro que sim, mas muito mais importante foi a falta do relacionamento humano entre as pessoas, os amigos, os adversários e todo o ambiente saudável que se vive na competição.

Foi efectivamente a saudade de todo esse frenesim, de todo esse mundo de que fizemos parte integrante, que nos fez arrepiar caminho e recair de uma doença aparentemente curada, mas que como em qualquer virose que se preze, aguardava uma fraqueza para se poder instalar e minar território.

E quando no final de 2007 e no início de 2008 agradecemos a todos, sem excepção, o seu contributo para que pudéssemos ter tornado o nosso sonho realidade, agradecemos hoje também muito fundo no nosso coração, o continuarem a acreditar no nosso projecto e na seriedade das acções que ele encerra.

Regressando de forma fugaz e desinibida, acreditando poder rentabilizar os esforços dos que são nossos parceiros incondicionais, continuamos a não prometer vitórias nem campeonatos, mas unicamente participações dignas e sérias, como sempre o fizemos.

E pelo andar da carruagem se a Federação não estabelece uma idade limite para a participação em Ralis, teremos que arranjar lugar, dentro do carro, para pendurar a bengala…claro que devidamente homologada pela FIA…

 

CALISTO CORSE EQUIPE 2010

 

PROGRAMA

Veículo:

Citroen Xsara 2.0 16V

Grupo N  Classe 3

 

1º Piloto: Victor Calisto

2º Piloto: Joaquim Batalha

 

ACÇÕES

 

7 Outubro de 2010

Apresentação da equipa aos media, patrocinadores e amigos na Auto Benfica – Concessionário Citroen

 

PROVAS

16/17 Outubro

Rali de Mortágua

7ª Prova do Campeonato de Portugal de Ralis

 

13/14 Novembro

Rali Casinos do Algarve

8ª Prova do Campeonato de Portugal de Ralis

 

PATROCINADORES

 

 

Há tanto tempo...

Há tanto tempo que não sentíamos o “nervosismo miudinho” que nunca nos abandonou antes das provas...

Há tanto tempo que não sentíamos o cheiro da gasolina queimada e o roncar dos motores.

Há tanto tempo que não víamos aquele grupo de amigos, que faça chuva ou sol, lá estão cortejando e adulando o seu amor...

Há tanto tempo que não nos confrontávamos com a realidade do nosso país ter um Campeonato de Portugal de Ralis com provas com tantos inscritos nacionais como espanhóis...

Há tanto tempo que não nos sentíamos defraudados por essa realidade e por sentir que o desporto a quem devotámos uma vida, continua a ser mal tratado por quem de direito e por quem, pelo lugar que ocupa, devia pensar mais e maior e não criar medidas que antes da austeridade, por si só, já são limitativas...

Falava-se, uma semana antes, no decorrer do reconhecimento do percurso, e naquelas paragens bem apetecidas no início de uma qualquer especial, e entre saudações e abraços de regozijo por não termos resistido “ad eternum” ao afastamento destas lides...

Falava-se em tudo e em nada.... 

...de como é possível haver só estes inscritos...o que fazer...porquê é que não se faz isto ou não se faz aquilo...e o que faz falta é promoção e divulgação...não, o que faz falta é um patrocinador para o campeonato...ou um campeonato para os patrocinadores...ou outra Federação...ou outra gente na Federação...ou outros pilotos...ou uma verdadeira associação de pilotos ou...ou...ou...

E sabem, amigos, aquilo que eu acho é que não há volta a dar-lhe, porque com os custos de participação que encerra uma prova do nacional só os bafejados por um enorme e inesgotável pecúlio pessoal ou por um conjunto de patrocinadores verdadeiramente apostados em proporcionar participações de qualidade, é que se podem fazer face às despesas que englobam essas participações...

 

Se não vejamos:

No nosso caso tínhamos uma viatura parada desde 2007, que tinha sido montada em 2004...os acessórios de segurança do carro tal como bancos, cintos, capacetes, fatos de competição e toda a roupa ignifugo, perdeu a homologação em 2008 pelo que, para reiniciar a competição foi necessário adquirir tudo de novo.... 

...porque será que os bancos, cintos, capacetes e fatos de competição, numa viatura que nunca bateu deixaram de ser eficazes e proteger com segurança o piloto e o navegador?

Só porque a etiqueta do fabricante determina um prazo de validade....os bancos, os cintos e tudo o resto é igual ao que já tínhamos...só a etiqueta é que mudou...

Fantástico… e quem ganhou?...O fabricante. Quem perdeu?....o piloto e a sua equipa...

E o sistema Hans...delicioso...nunca me senti tão confortável a guiar um automóvel de corrida...parecia mais um teste de verdadeira tortura medieval que me fez pensar se a segurança era assim tão prejudicada se os nossos movimentos pudessem estar mantidos...

Para já não falar do preço exorbitante de cada “canga” que nos obriga a sentirmo-nos ainda mais burros...

No início de cada classificativa, entre colocar a balaclava, o sistema Hans, o capacete e acoplar o sistema a este, apertar os cintos colocar as luvas e sei lá mais o quê...

...ou começam a dar mais tempo para iniciarmos a especial ou corremos o risco de quando acabarmos de nos “vestir” já a classificativa acabou...

Para obviar a esta situação propomos, que quando nos formos deitar, na véspera, já levarmos tudo posto e só tirarmos quando acabar o rali, na entrega de prémios...em nome da segurança.

Depois os custos de participação complementam-se, tomando como certo que a viatura já existe, pelas licenças desportivas, cujo valor é igual para fazer todo o Campeonato ou para fazer apenas uma prova...

...e pelo valor exorbitante de uma licença moral, que afasta qualquer patrocinador da ideia de poder associar o seu nome à inscrição da equipa

que patrocina, porque esse valor é quase a verba que ele teria destinado para o patrocínio...

...e então ou dispomos desse apoio ou temos licença moral com o nome do patrocinador...

Fantástico...isto é que é puxar novos patrocinadores para o Desporto Automóvel.

E agora seguimos para as inscrições que apesar de conhecermos por dentro a realidade das organizações, não é admissível que sejam só os pilotos a suportar as verbas incríveis que se pedem por uma inscrição de uma prova do Campeonato de Portugal de Ralis...1000 Euros...

...e eram cerca de 28 participantes, dos quais 11 espanhóis...

...e se não viessem os espanhóis?...a inscrição subiria para o dobro... ou como é que a organização fazia face aos seus custos, policiamento...etc....porquê serem os intervenientes na festa a terem de pagar a factura...é o mesmo que dar o espectáculo e depois descer do palco até à plateia para aplaudir....e antes já tínhamos estado na porta a cobrar os bilhetes...

Depois todas as outras despesas...alimentação, alojamento, combustíveis, portagens, honorários dos técnicos deslocados...além dos pneus e material suplente de desgaste que a prova consome...

E, depois, se tudo correr bem, a revisão na oficina substituindo tudo o que se deteriorou na prova...

Já começaram a fazer contas?....não vale a pena...essas contas já as fiz dezenas de vezes para a frente e para trás e o resultado é sempre o mesmo....

Os custos de participação são largamente superiores ao que a maioria dos pilotos consegue disponibilizar...um rali de fim-de-semana não se faz por menos de 5000 Euros...se tudo correr bem...

E porquê começar uma prova com uma prova teste “pirata” na 6ª feira de manhã, continuar com meio-dia de Sábado e outro meio-dia de Domingo...

Que sorte os pilotos “amadores” do Campeonato Nacional de Ralis não trabalharem, porque se o fizessem não poderiam estar presentes...

...ou esta divisão da prova por três dias é para obrigar o pessoal a pernoitar e a comer na zona e assim rentabilizar o Turismo da Região e oapoio da Câmara Municipal?...

...Bem arrumadinho, não se fazia tudo num dia ou no máximo num dia e meio?

Bem mas deixando as mágoas, que pelos visto nada mudou neste tempo em que fomos visitar a Alice ao País das Maravilhas, podemos reafirmar com toda a certeza que o S. Pedro, com quem mantive acesa discórdia

nos bons velhos tempos, também já não está para se ralar e deixou-nos regressar secos e enxutos...

Não que não tivéssemos pneus para chuva...mas as galochas?

Depois foi a agradável surpresa de perceber que deixámos muitos amigos ao longo destes longos anos, que resolveram manifestar a sua emoção por nos verem regressar...

...uns na forma de um abraço sentido...outros comentando as notícias que davam conta do nosso regresso...

…e alguns desses comentários...deixem-me que vos diga...

...a sua emoção e a nossa, pois algumas das coisas que ouvimos mexeram muito cá por dentro e ainda reforçaram mais a certeza de que nós, no desporto automóvel e particularmente nos ralis, somos uma família muito especial.

No aspecto desportivo, não podemos deixar de lamentar a falta de participantes e de lamentar mais ainda que o nosso velhinho Citroen Xsara, apesar das melhorias aplicadas, não possa ser tão competitivo

como a maioria dos carros do pelotão...e como nós gostaríamos…

...mas é o que temos...

...e talvez por isso, ou por vergonha, resolveu não estar pelos ajustes e deixar-nos apeados no final da 3ª classificativa onde resolveu deixar de colaborar...

...é assim...quando se retoma a actividade... tem de ser devagarinho e com contenção...nós entendemos...são as artroses!!!

Mas, no final, o saldo só pode ser positivo por o reencontro fantástico com este mundo de que HÁ TANTO TEMPO estávamos arredados.

Até já !!!

E depois do Adeus…

…o Regresso (parte II)

Foi estranho pisar as mesmas estradas que no final de 2007 pensámos ter percorrido pela última vez em competição.

E de uma certa forma e jeito a nostalgia sempre nos vai tocando à porta…

…primeiro devagar como se quisesse dizer-nos que não existia, depois como uma tremenda força que quase nos paralisia de medo ao sentir-mos que a nossa vida já está muito curta para percorrermos esta verdadeira classificativa da vida e de a fazermos com a qualidade e da forma que sempre pensamos.

Voltámos a conseguir reunir vontades e desejos, apoios e apoiantes, e sentimos novamente a “forma diferente de estar por dentro” que foi a nossa bandeira ao longo destes muitos anos que por aqui andámos

E é curioso ainda nos lembrar-mos das curvas das rectas e dos pequenos acidentes e percurso de cada classificativa como se tivesse sido ontem que por cá passamos…

…e aquela pedra e aquela direita média que fecha muito no fim de atenção sobre esquerda gancho…

…está cá tudo como num livro numa biblioteca…à espera para ser lido…à espera para ser devorado…eterno…como a estrada que curva após curva nos trás à memória os melhores anos da nossa vida…

E os adeptos incontestados desta modalidade que nos continuam a interpelar e a saudar-nos pelo nosso regresso…e o apoio que nos dão na estrada, nos parques de assistência e mesmo quando se cruzam connosco na rua…

E os nossos colegas de desporto que tem sido inexcedíveis no abraço sentido que me tem dispensado…

É bom conhecer gente assim…tudo o que eu sou trago comigo… 

…sem duvida por vocês que continuam a dar-me razão para o que faço…

…obrigado a todos sem excepção…

…mesmo para algumas vozes discordantes de além atlântico que têm no vosso e nosso campeão um exemplo nobre de atitude e simplicidade

Fomos enganados

Esta foi a segunda prova das duas que nos propusemos a fazer este ano.

Uma época curta e desinibida na procura de sensações e emoções que só poderão ser vividas e sentidas aqui…e não têm possibilidade de ser vividas ou sentidas noutros locais ou cenários.

O que se vive no desporto automóvel, principalmente pelos que foram bafejados pela possibilidade de o viverem por dentro, sabem do que eu estou a falar…é algo de transcendental e único que jamais poderá ser esquecido.

Mas neste regresso fomos enganados, e bem…

Pensávamos que nos tínhamos inscrito numa prova do Campeonato maior de Ralis em Portugal, o Campeonato de Portugal de Ralis, e fomos parar a uma reunião de amigos, que a bem ver cabiam todos na mesma mesa de um restaurante, que gostam muito de automóveis e resolveram ir passar um fim-de-semana chuvoso de Outono a terras algarvias.

Vinte equipas, desta vez sem espanhóis, resolveram fazer o que mais gostam, e resolveram brindar um empobrecido Clube Automóvel do

Algarve, que já teve melhores dias, com a sua presença.

Algumas dessas equipas só participam neste rali durante o ano, porque se não fossem esses…

E chamam a isto Campeonato de Portugal de Ralis…e que ainda por cima obriga a inscrição prévia no início do ano.

Fomos enganados, e desta vez conscientes dessa situação, pois esta organização, com pessoas que muito prezamos e admiramos continua a não privilegiar a diminuição dos custos de participação das equipas, obrigando-as a despesas perfeitamente desnecessários…

Por favor acordem e de uma vez por todas assumam que a maioria dos participantes são amadores puros e que tem de estar a trabalhar bem cedo no início da semana…porquê não condensarem a prova num só dia?

Porquê obrigar os concorrentes a fazer as verificações na sexta-feira á noite ou no sábado de manhã, para depois de uma longa espera durante todo o dia de sábado iniciar o rali ás 21 horas com uma perícia “mal parida” que até o excelente Autódromo de Portimão não merece, e só para Inglês ver…

…então não podia ter sido organizada um outro tipo de super-especial mais ao jeito de um prova de ralis em vez destas pseudo palhaçadas para convencer municípios e patrocinadores.

Estou convencido que sim…mas mesmo que fosse imprescindível a presença desta especial no programa, não poderia ter sido feita no mesmo horário ou até talvez mais cedo, mas depois de um rali com a sua parte de estrada, aquela que verdadeiramente nos move, totalmente realizada durante o dia de Sábado com as verificações feitas totalmente na 6ª feira á noite…

Desta forma libertava-se os participantes para regressarem, se assim o entendessem, na noite de Sábado ou então no Domingo, bem mais cedo, permitindo o merecido descanso a todos aqueles que na 2ª feira tem de trabalhar…e não abrir o parque fechado às 19,30 de Domingo para se carregarem as viaturas e, para alguns, percorrerem mais de 600 km.

Será pedir muito às nossas excelentes organizações amadoras que, por carolice, vão organizando as nossas provas, que pensem um pouco mais na redução drástica de custos…senão qualquer dia nem espanhóis…

E se não fossem os inscritos no regional sul, quem se deslocasse a

Monchique para ver os “carros passar”, se se atrasasse um bocadinho corria o risco de não ver “passar” ninguém.

E voltámos a ser enganados…porque há fins-de-semana assim…

…e podia não haver….mas se não houvesse não era a mesma coisa

Eu sentira, que apesar de todos os cuidados que a Inside Motor põe na preparação do carro e na participação da equipa, que a nossa montada não era a mesma que eu tinha guiado em Mortágua…

…havia alguma coisa de errado…o carro não andava o mesmo…não tinha tanta força e não fazia tanta rotação …

O Joaquim, meu mecânico, meu navegador e essencialmente meu amigo garantiu-me que era nervos…e que tudo estava bem…

E eu acreditei…

…primeiro porque tenho confiança no meu mecânico, depois porque o meu navegador deve querer tanto um carro competitivo como eu próprio, e finalmente porque os amigos não devem mentir uns aos outros…

E era verdade… tudo estava bem com o carro…eram mesmo nervos!!!

Chegámos ao fim sem qualquer problema, íamos ganhando o agrupamento de Produção e ganhámos a nossa classe…o que é que o povo pode querer melhor?

…e tudo está bem quando acaba bem…

Excepto para a surpresa que me estava reservada por toda a gente no final quando me disseram que mais uma vez fomos enganados…

O motor com que fiz o Rali não era o mesmo…esse tinha entregado a alma ao criador na 5ª feira e teve de ser substituído pela motorização normal do carro de treinos…

Fomos enganados, mas muito lá no fundo, eu sei que sou um privilegiado por ter á minha volta pessoas tão dedicadas e que trabalharam no duro entre quinta e sexta-feira para que tudo corresse bem…

…assim é bom ser enganado…

Mas eu não vos consigo enganar, porque vocês sabem bem que os trago dentro do meu coração…

E o S. Pedro?

Mentira…tudo mentira quando referi que a relação entre o S. Pedro e os ralis tinha melhorado…

…tudo mentira…ele está atento, muito atento… e numa semana de Outono quase perfeita, a chuva só fez a sua aparição na noite anterior e na manhã do Rali.

Grande pontaria, inundando os troços de água lama e folhas, tornando-se esta mistura o ingrediente óptimo para uns belos passe de ballet que os executantes puderam experimentar nas traiçoeiras armadilhas das especiais de Monchique

E cai o pano…

E caiu o pano sobre mais uma prova do Campeonato de Portugal de Ralis, sobre o próprio Campeonato e todos os campeões foram conhecidos e foram todos muito felizes

E para o ano será que vamos ser todos muito felizes?

Vamos ter um Campeonato de Portugal de Ralis dimensionado á nossa realidade?

Vamos ter contenção de custos e provas redimensionadas no tempo e no espaço?

Vamos ter listas de inscritos recheados com bons e valorosos guerreiros e belas e magníficas montadas?

Vamos ter licenças desportivas mais baratas e licenças morais que não sejam uma imoralidade no preço?

Vamos ter os custos dessas licenças dividas pelas provas que se fizerem, par que o piloto que participe numa prova não pague o mesmo daquele que participa em dez?

Vamos ter custos de inscrição subsidiados para os pilotos que cumpram a maioria das provas do seu Campeonato?

Vamos ter uma Federação atenta e capaz de fazer alguma coisa em prol dos seus praticantes?

Vamos ter uma verdadeira Associação de Pilotos que possa fazer valer os interesses da maioria em busca de melhores condições e participação

Vamos ter jornais, rádios e televisões atentas, isentas e afastadas dos “lobys” de interesses que sempre as têm movido, na procura da divulgação deste desporto e dos seus praticantes que só subsistirá com a vinda de novos apoios e patrocinadores?

Vamos ter mais patrocinadores interessados em lançar jovens valores proporcionando-lhes meios e formas de poderem estar presentes rentabilizando o que neles foi investido?

Vamos ter mais troféus com carros de custos controlados, com participações controlados e com aliciantes listas de prémios?

Vamos ter?

NÃO, não vamos ter nada disso…

…continuará tudo na mesma, definhando cada vez mais, e no sentido da extinção completa…

…será que ainda ninguém percebeu?

Mas, no final o sabor do dever cumprido…

E haverá amanhã?

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