Mais uma vez com um programa completo no Nacional de Ralis a Calisto Corse Equipe levantou o véu sobre a nova decoração do seu Xsara 2.0 16v com que irão disputar o respectivo Campeonato.

Com algumas evoluções mecânicas que irão passar por uma nova caixa de velocidades talvez já no Rali de Portugal, Victor Calisto e António Cirne, esperam poder associar à sua habitual fiabilidade a um pouco mais de competitividade desportiva.

Com os apoios dos patrocinadores de 2004, que reforçaram a sua intenção de continuar a apostar neste projecto, a Calisto Corse Equipe ostentará já no próximo dia 11 e 12 e Março o nº 75 de porta com que irá participar na primeira prova do Campeonato Nacional de Ralis 2005, o Casino da Póvoa Rali, confirmando também a preparação e assistência da VEIGA Motorsport.

 

Modifusão – Grupo BTM

Confefardas

S T P P

Bolha com ar – sportswear

LubrificantesTotal

Auto Benfica – Concessionários Citroen

Pneus KUMHO

Radical Seguros

Estorcasa

Corte & Cola

Lisborda

Rectometal

 

UM FIM DE SEMANA PARA ESQUECER... NAS ASAS DA DESGRAÇA !!!

Na primeira prova do Campeonato Nacional de Ralis de 2005, o Rali Casino da Póvoa, a Calisto Corse Equipe e os seus pilotos Victor Calisto / António Cirne, estiveram em fim de semana não.

Nos muito deteriorados pisos da região de Vieira do Minho o Citroen Xsara não conseguiu resistir à dureza da prova e ao andamento proposto.

Após uma primeira classificativa que começou logo por correr mal, pois durante a sua execução um estranho problema eléctico levou o Xsara a ficar momentaneamente sem corrente, perdendo para os mais directos adversários mais de 15 segundos, a Calisto Corse equipe iniciou a segunda etapa ao ataque e fruto de uma condução agressiva, foi forçado a abandonar, quando a roda do lado esquerdo da frente resolveu deixar de colaborar saindo do seu lugar habitual.

Ajudado pelo muito público a retirar o carro da posição em que se encontrava, a Calisto Corse Equipe viu o seu Xsara começar a arder resultante da deposição do lubrificante da caixa de velocidades em cima do colector de escape.

Viveram-se então momentos de grande ansiedade onde só o sangue frio da equipa levou a que o fogo fosse extinto, não sem antes destruir parte da instalação eléctria e da caixa de direcção, mas que constituíram males menores comparados com o que podia ter acontecido.

Mas, depois desta situação que levou à desistência da equipa, o pior estaria para vir...

Logo após o incidente um telefonema do secretariado de prova perguntando se estava tudo bem com a equipa e informando que assim que fosse possível um reboque seria enviado para nos retirar da especial, nos fez saudar a atitude e realçar o esforço organizativo do Targa Clube e da sua equipa.

Mas as horas passaram, uma, duas...seis e a equipa em desespero, com frio, fome e cansada ia sendo informada pelos sucessivos telefonemas que fazia para o secretariado que o reboque estava a caminho...

...até que ao fim de quase sete horas um carro da organização parou ao pé de nós com dois jovens de uma simpatia extrema navegados por um senhor dos automóveis chamado Fernando Batista que à minha interpelação muito calma e concisa de “Fernando isto é inadmissível”, pulou para fora de seu verniz e vociferou com tal agressividade e com tal cólera nas suas palavras que pensei poder ainda ser agredido físicamente por uma das pessoas pela qual sempre nutri o maior respeito e admiração no automóveis de competição.

As palavras do Fernando, mandando-me fazer ralis para outro lado e que não esperava tais críticas da minha parte e a forte agressividade que demonstrou quando se dirigiu a um piloto com 30 anos de actividade que à sua maneira também tem feito alguma coisa pelos automóveis, que pagou a sua inscrição e que sempre se tem portado dignamente em todas as participações sociais e desportivas, são despropositadas inconcebíveis e mesmo desajustadas perante a situação pela qual a equipa foi obrigada a passar.

Penso no entanto que tudo isto terá sido resultado de algumas noites de insónia e todo o stress motivado pelo trabalho excessivo que por vezes o Fernando chama para si....

As palavras...essas já foram esquecidas...mas a mágoa ficou, por após uma trintena de anos de carreira as ter recebido de um senhor dos automóveis, que bem podia ser mais moderado e cuidadoso na maneira como fala e com quem fala...

Mas, as atitudes estão para quem as pratica e possívelmente... até para o ano Fernando...

E, posto este incidente desagradável, acabou por ser a nossa equipa que conseguiu chegar até nós e retirar a viatura, além de dar de comer ao nosso corpo e ao nosso espírito...

Era já noite cerrada, com o Rali já acabado para os outros concorrentes na Póvoa do Varzim quando abandonamos Vieira do Minho, com os olhos já postos no Rali de Portugal.

2º LUGAR NA CLASSE SOUBE A (MUITO) POUCO...

Não começou da melhor forma este Rali PT de Portugal para a dupla da Calisto Corse Equipe, Victor Calisto / António Cirne, quando logo na classificativa de abertura uma pedra cortou um tubo da direcção assistida.

Apesar desta contrariedade a dupla continuou em prova mantendo o andamento possível até que a força exercida na direcção levou a que o volante se desapertasse e degolasse as estrias, ficando o Xsara sem qualquer tipo de controle.

Possuidores de um enorme espirito de sacrifício, os pilotos encetaram então o enorme e perigoso desafio de trazer até ao final da classificativa por mais de 18 Kilómetros, uma viatura incontrolável e desobediente...

Mas os 59 minutos passados neste calvário, levaram a que a Calisto Corse Equipe fosse atirada para o fundo da classificação e excedesse o tempo máximo permitido para controlar no início da 3ª prova especial de classificação.

Desta forma e depois de reparados os problemas que os fizeram atrasar, Victor Calisto / António Cirne, e ao abrigo da regulamentação do Super-Rali, foram admitidos á partida da 2ª etapa, mas com uma penalização que os atirou irremediávelmente para os últimos lugares da classificção geral.

Mesmo assim, e cumprindo toda a 2ª etapa ao ataque, Victor Calisto pode ainda recuperar alguns lugares na classificação e terminar ainda no 2º lugar da classe a escassos segundos do 1º e no 12º lugar do grupo N, somando assim os primeiros pontos para o Campeonato.

Uma palavra para a excelente organização e a excelente prova que foi montada no Algarve, e que a nosso ver trá sido das melhores dos últimos anos em território nacional.

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